“O ser humano é o principio, meio e fim de toda ação social."

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quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

EDUCAÇÃO: O CAMINHO PARA UM FUTURO MELHOR.



        A educação tem entre seus objetivos principais conceber uma formação social, auxiliar no desenvolvimento de uma vida melhor e buscar a construção de uma sociedade justa, onde o homem pode ser verdadeiramente livre. Por isso, se torna fundamental em nossa História.
        Em 1932, escrito por Fernando de Azevedo o “Manifesto dos Pioneiros da Educação Nova”, tornou-se um marco na construção do plano educacional brasileiro e alegava que a educação tinha a preferência para o desenvolvimento de uma sociedade. Porém este fato não foi levado a sério pelos políticos brasileiros, já que eles não reconhecem os valores de seus educadores e não trata a educação como fator fundamental da construção de uma sociedade melhor.
        Segundo a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO), o salário médio do docente do ensino fundamental em início de carreira no Brasil é o terceiro mais baixo do mundo, no universo de 38 países desenvolvidos e em desenvolvimento. Com isso percebemos que os gestores públicos, não reconhecem as dificuldades enfrentadas na sala de aula.
        A forma desqualificada que a educação é tratada traz sérios prejuízos ao desenvolvimento de nossas cidades, de nossos estados e de nosso país. Ao nos depararmos com a deficiência de profissionais qualificados, com o aumento de índices de violência e miséria, com a desvalorização do ser humano e a falta de cultura, percebemos os reflexos da ausência de políticas públicas qualificadas para a melhoria educacional.
        Não conseguimos construir uma vida digna sem uma boa educação. Nossa herança cultural e nossas aprendizagens nos formam e nos tornam capaz de produzir um novo amanhã, repleto de esperança em dias melhores.
        Não valorizar a educação é desconstruir uma sociedade livre e excluir o direito a verdadeira felicidade do individuo. O investimento em educação é a busca para melhorar de maneira direta e plena a vida da população.
        Então para que realmente possamos lutar, para melhorar a vida do povo, devemos acreditar e valorizar a educação, pois se não investirmos em educação hoje, amanhã iremos investir na construção de cadeias.
Jean Camoleze

domingo, 13 de março de 2011

MANIFESTO DA DIGNIDADE HUMANA.



A crueldade se tornou a guia da sociedade atual. A arrogância e a prepotência levam a humanidade à situação de desprezo e desmoralização, num sistema sem ética e sem compostura. Levando o homem a uma situação de miséria e a desvalorização da vida.
Alinhar - se e não combater a este sistema cruel e traiçoeiro é posicionar contra a vida e a dignidade da pessoal humana. Considerando que a omissão e a busca pelas desgraças deste sistema também são fatores que colaboram para o crescimento da pobreza e penúria dos menos favorecidos que são vítimas do capital explorador. Pois o sistema capitalista que tem como primazia suprema e exclusiva o lucro, afronta o respeito ao ser humano e cria os explorados e os exploradores.
A mentalidade capitalista no século XX e XXI mostrou sua face que se iguala com a de um matadouro que espera sua próxima vitima para garantir seu sustento. Com isso os valores de respeito e dignidade são colocados na inferioridade, rebaixados sobre a importância das conquistas de poder e material.
Os governantes, intelectuais, religiosos, educadores e todos que estão à frente da sociedade tornaram - se meros instrumentos para a manutenção da exploração e da desqualificação da raça humana. Pois um líder ao permitir que seu povo seja oprimido e sobreviva em condições desumanas, tirando seu sustento do lixo alheio, não pode ser considerado um líder e nem mesmo um ser humano.
Preservar a vida, contra as atrocidades deste mundo consiste em respeitar a dignidade e o direito a felicidades de todos os seres humanos. E para se sobrepor as estas babaríeis e atrocidades causadas e sofridas pelo ser humano é necessário a transformação e a disseminar alguns conceitos de humanismo. Com estes princípio e convicções a cincos preceitos a ser respeitados , sendo:
1.                        O SER HUMANO É O PRINCIPIO, MEIO E FIM DE TODA AÇÃO SOCIAL: Todas as ações sociais têm que visar o homem, buscando sua felicidade integral e respeitando seus direitos como fator primordial para a melhoria da sociedade. Ao momento que o homem alcançar sua felicidade por meios justos, sem o uso da tirania e não tendo o lucro como objetivo primacial a Humanidade ira chegar a seu momento de plenitude e soberano.
2.                        TODOS SÃO IGUAS, MAS TÊM QUE SE RESPEITAREM AS DIFERENÇAS: As diferenças não são barreiras, mas riquezas que mostra a diversidade e o potencial da raça humana. Com isso é nítido que nem um homem tem o direito de submeter o outro a seus privilégios e seu luxo. Então nem um ser humano teve se rebaixar ou se elevar sobre outro mostrando assim a igualdade que nos une e nos torna forte.
3.                        A LIBERDADE E O CONHECIMENTO É UM DIREITO INALIENAVÉL A TODOS: Almejamos que todos os seres humanos têm o direito ao conhecimento e este lhe dê condições de ser atuante na sociedade. Enfim, um indivíduo com capacidade de criar e transformar sua realidade e usufruir de sua liberdade.
4.                        PRESERVAR O MUNDO É PRESERVAR TODA FORMA DE VIDA: O respeito à vida humana não esta apenas no indivíduo, mas ao seu meio e as fontes de onde ele tira sua sobrevivência. A relação homem – natureza é fundamental para se conseguir uma existência e criar uma estabilidade na humanidade. A preservação é um direito e dever de todos.
5.                        RESPEITAR A INTEGRIDADES DESTES PRECEITOS É COLABORAR PARA UM MUNDO MELHOR: Acreditar na capacidade e lutar pelos direitos e deveres de todos os seres humanos é buscar o respeito ao próximo e confiar que a transformação do mundo só ocorrerá cada Homem e cada Mulher provocarem sua própria revolução, por meio do crescimento e da dedicação pessoal. 

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

PRECONCEITO RELIGIOSO ( ARTIGO DA FOLHA DE SÃO PAULO)

    
A Atea (Associação Brasileira de Ateus e Agnósticos) veicula a partir de hoje campanha publicitária para dizer que Deus pode não existir.
As peças de propaganda, com frases como "Religião não define caráter" e "A fé não dá respostas. Ela só impede perguntas", circularão em ônibus de Salvador e Porto Alegre por um mês.
   "O prazo pode se estender, se tivermos doações", diz Daniel Sottomaior, da Atea.
A campanha teve início no Reino Unido em 2009 e se espalhou por outros países, com resultados distintos.
   Nos EUA e na Espanha, a iniciativa deu certo, provocando a esperada polêmica. Na Itália, a veiculação foi proibida. Na Austrália, a companhia responsável por anúncios em ônibus se recusou a exibi-los.
    Algo parecido aconteceu em São Paulo. Depois que conheceu o conteúdo dos anúncios, já após a assinatura do contrato, a empresa que os veicularia se negou a fazê-lo, alegando que a legislação proíbe temas religiosos. A Atea avalia a possibilidade de uma ação judicial.
    Metade dos cerca de R$ 10 mil utilizados na campanha brasileira vem de pequenas doações e de recursos da própria instituição. A outra metade vem de um único doador paulista que prefere permanecer anônimo.

HÉLIO SCHWARTSMAN
ARTICULISTA DA FOLHA

domingo, 5 de dezembro de 2010

EU TENHO UM SONHO Discurso de Martin Luther King (28/08/1963)

"Eu tenho um sonho que um dia esta nação se levantará e viverá o verdadeiro significado de 
sua crença - nós celebraremos estas verdades e elas serão claras para todos, que os homens 
são criados iguais.  
Eu tenho um sonho que um dia nas colinas vermelhas da Geórgia os filhos dos descendentes 
de escravos e os filhos dos desdentes dos donos de escravos poderão se sentar junto à mesa 
da fraternidade.  
Eu tenho um sonho que um dia, até mesmo no estado de Mississippi, um estado que transpira 
com o calor da injustiça, que transpira com o calor de opressão, será transformado em um 
oásis de liberdade e justiça.  
Eu tenho um sonho que minhas quatro pequenas crianças vão um dia viver em uma nação 
onde elas não serão julgadas pela cor da pele, mas pelo conteúdo de seu caráter. Eu tenho um 
sonho hoje!  
Eu tenho um sonho que um dia, no Alabama, com seus racistas malignos, com seu governador 
que tem os lábios gotejando palavras de intervenção e negação; nesse justo dia no Alabama 
meninos negros e meninas negras poderão unir as mãos com meninos brancos e meninas 
brancas como irmãs e irmãos. Eu tenho um sonho hoje!  Eu tenho um sonho que um dia todo vale será exaltado, e todas as colinas e montanhas virão 
abaixo, os lugares ásperos serão aplainados e  os lugares tortuosos serão endireitados e a 
glória do Senhor será revelada e toda a carne estará junta." 

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

FELIZ ANO VELHO

"De repente vejo pousar uma nota de cinqüenta cruzeiros no meu colo. Era uma velha que tinha jogado e saído rápido. A princípio não entendi, mas depois não agüentei e caí na gargalhada. Ela tinha me dado uma esmola. E como dissera meu amigo paraplégico Silvio: ser deficiente também tem suas vantagens" 
MARCELO R. PAIVA, FELIZ ANO VELHO, PÁG 226. 1982.

Estamos no último mês do ano de 2010. Pra muitos é o momento de fazer um balanço do ano que passou ou de planejar um futuro incerto. As pessoas também escrevem cartas, que às vezes não chegam e fazem promessas que muitas vezes não cumpre.
Este momento também é de muitas saudades dos momentos bons e das pessoas que fizeram e fazem muita falta no nosso cotidiano.
Mas a questão é porque precisamos de uma virada de ano para mudar?
Para quebrar nosso preconceitos  e começar a mudar o mundo não precisamos de um dia, um mês ou um ano em especial. Precisamos de uma atitude que nos transforma e que transforma todo o mundo ao nosso redor.
Para um ano, um dia, um mês ou até mesmo uma vida nova é preciso lutar, construir idéias novas e principalmente nos tornamos seres humanos que lutam para melhorar o mundo

NÃO PRECISAMO DE UM ANO NOVO PARA UMA VIDA NOVA, PRECISAMOS DE ATITUDES NOVAS PARA UMA VIDA NOVA.

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

UM NOVO CAMINHO. PASSOS PARA A SOLIDARIEDADE.


O Ser Humano é individual, mas precisa do coletivo para sua sobrevivência e sua felicidade.

Desde o Homem primata mostramos nossa individualidade, porém também existiu a coletividade para a caça, para o desenvolvimento da agricultura e ate mesmo para a prosperidade da espécie.

Mas no mundo contemporâneo estas dimensões estão se alterando. Pois o homem cada mesmo esta se tornando mais individualista e esquecendo-se de sua essência social.

Mesmo com a internet, os meios de comunicações velozes e as redes sociais estão cada vez mais distantes um dos outros.

Com isso nosso mundo acaba se tornando cada vez mais triste, sem cor e mesmo solidário. Sempre que falta solidariedade ao homem acaba sobrando miséria, angustia, pobreza e desprezo com a humanidade.

Mas para alegria de todos podemos construir um mundo mais igualitário, onde a coletividade passe a ser o centro de nossa economia e as pessoas se tornar felizes vendo as outras felizes.

Desta forma iremos alcançar verdadeiros bens como a liberdade, a igualdade, a autonomia, a democracia e claro a felicidade.

A construção de um mundo mais igualitário e solidário é muito difícil, porém não é impossível.

Lembramos do provérbio “A caminhada de dois mil passos começa com o primeiro”

Então nós devemos ser este primeiro passo. Vamos começar a caminhada?

PRIMEIRO PASSO: CONSCIENTE


Em todos os lugares falamos de política, religião e ate mesmo de economia.

Mas porque não discutimos estas idéias para aperfeiçoa - la e colocarmos em prática.

Quantas vezes não falamos sobre a corrupção, a injustiça, a intolerância e ate mesmo sobre nossos problemas financeiros, porém não procuramos compreende- los para podermos muda –los.

Sempre estamos falando do político corrupto e que não sabe nada, mas quantas vezes estudamos a vida do político em que votamos ou cobramos sua ética perante a sociedade.

Algo fundamental para nos tornarmos consciente é a leitura.

A leitura nos leva a uma viagem pelo conhecimento.

Comece lendo jornais, revistas, gibis, livros e tudo mais que possa lhe informar sobre o mundo em que vivemos, pois só desta forma poderemos fazer a nossa própria leitura do mundo.

Dialogar e discutir com pessoas também é fundamental para desenvolver nossa consciência.

Vale apena lembrar que dialogar e discutir e falar, ouvir e acima de tudo respeitar uns aos outros.

Então através da leitura e do diálogo podemos começar a buscar uma maior consciência para a solidariedade e dar um grande passo para sermos críticos e ativos na construção de um mundo melhor.

sexta-feira, 1 de maio de 2009

CHAMADA GLOBAL CONTRA A POBREZA



Reality Show


Sim, quero ver a tua vida em detalhes, minuto a minuto, e ouvir as palavras que jorram de tua boca, rir o teu riso e enraivecer-me com o teu rancor, assistir à tua paquera, ao teu namoro, ao teu gesto de carinho, à tua transa, espelhando tua beleza em minha indigência.

Quero deixar de lado amizades, trabalhos, livros e lazer e, de olhos pregados em tua magia, absorver a tua arte de movimentar-se no labirinto da quimera, livre de dores e afazeres, mergulhado na fama e na fortuna.

Venerarei o teu ócio na vitrine, exibindo-te sem pudor a milhões de olhos, despido por infinitas imaginações, liberto das grades odiosas dessa existência de penúria anônima, escrava da rotina atroz de quem jamais aprendeu a voar, nem foi aquinhoado pela sorte.

Abrirei em meu monitor a porta da tua casa mágica e, sob o peso de minhas carências, ingressarei virtualmente em tua liberdade, no teu gozo, no teu charme, no teu riso, na tua sensualidade, como quem toca com os olhos os veneráveis ícones que nos fazem transcender da mediocridade cotidiana.

Minha fidelidade ao teu exibicionismo será a chancela que sacramentará a tua vida como real e, do lado de cá, buscarei a alforria de minha indigência em tuas loucuras, em teus jogos e em tuas danças. Quero decifrar em ti a minha própria intimidade, rasgar a minha alma em tuas mãos e deixar a minha mente impregnar-se dessa ilusão que faz de mim teu pequeno irmão.

Recobrirei a minha realidade com a tua fantasia e farei de teu espetáculo o brilho de meus olhos vazados, nessa permuta hipnótica de quem busca a complacência com seus próprios limites para tentar encobrir a mesquinhez que me corrói.

Ficarei atento ao teu banho, ao teu sexo, à tua ira e às tuas refeições, fiel à exposição perene deste teu ser desprovido de preocupações e conteúdos, entregue a esta liberdade que faz de ti o que não sou, e me permite projetar em teu vigor as minhas fraquezas e em teu esplendor o sabor amargo de meu anonimato.

Verei em tua janela, que se abre para a minha casa, a subversão de todos os valores, como se nos cômodos que te abrigam findassem todos os princípios, escorrendo pelo ralo tudo aquilo que num lar soava como sinônimo de família. Ampliados pela eletrônica, meus olhos contemplarão as tuas intimidades mais ousadas. Sentirei os teus odores e beberei o teu suor.

Esticarei o meu olhar até os limites proibitivos do escárnio e, quem sabe, verei o teu rancor extirpar toda a inveja que jaz em meu peito e a tua voracidade explodir em taras que haverão de suprir os meus desejos mais ignóbeis e saciar as minhas pulsões mais abjetas.

Deste lado da tela, sentirei os teus sentimentos e comungarei as tuas emoções, vendo-te virar pelo avesso nesse zoológico de luxo, exposto à multidão como carne no açougue, a engordar no balcão do voyeurismo a gorda soma dos teus patrocinadores.

Em ti livrar-me-ei de todo ideal que não seja fazer da vida um jogo de entretenimentos, a sedução epidérmica como sucedâneo de quem não atinge as profundezas do amor, vendo-te representar a ti mesmo sob os aplausos invejosos de meu olhar sequioso, preso ao teu desempenho huit-clos.

Aprisionarei a tua vida em meu olhar, tornar-me-ei teu carcereiro eletrônico, decidindo o teu presente e o teu futuro, absolvendo-te ou condenando-te, juiz supremo que se ignora refém do próprio equívoco.

Inebriado com as tuas loucuras, te elegerei objeto supremo de minha admiração, deixando-me devorar pelo teu sucesso, do qual farei tema de todas as minhas conversas.

À espera de que os corvos venham devorar o meu coração, e agora que a nossa história foi para os quintos dos infernos, quero ser consumido e consumado por ti, arrancando de meus olhos todas as escamas, até que eu possa ver também ao vivo, na busca desenfreada de audiência, o marido espancar a mulher; o filho estuprar a mãe; o pai assassinar a filha; enfim, o horror, pois sei que o show não pode parar e que o seu limite é não ter limites.


Frei Beto

quarta-feira, 22 de abril de 2009


Anormalidade e Inclusão: Uma proposta de reflexão a luz das diferenças

Para o controle do grupo, agências fundamentalmente organizadas emergem das relações com o grupo podendo, assim, apresentar um controle efetivo sobre o homem. Para que tal controle seja efetivo, há de se necessitar de organizações que controlem e manipulem certos conjuntos de variáveis. Neste sentido fala-se de agências de controle. A história nos mostra como a questão do “padrão” a se seguir têm, continuamente, tomado espaço nas preocupações daqueles que são membros das Agências de controle.

O indivíduo não pertencente às demandas que o “padrão” exige é definido, ou, em outras palavras, é rotulado como sendo o “Anormal”. Mas Quem é o indivíduo “Anormal”? O Anormal é aquele que se desvia da norma, aquele que se encontra fora dos padrões considerados “normais” pela agência de controle e por que não dizer, por aqueles que são controlados também pela agência, ou seja, a sociedade em si. Assim sendo, a normalidade é constituída por padrões determinados estatisticamente e pelos interesses daqueles que, como dissemos, manipulam certos conjuntos de variáveis que influenciam diretamente a população. Desta forma, o normal se refere às características que aparecem com maior freqüência em um determinado grupo e que por conseguinte, fazem parte deste “padrão”.

Estando fora dos padrões considerados normais pela sociedade e pelas agências que controlam esta sociedade, o indivíduo é considerado anormal. Neste sentido, e a titulo de reflexão, quem determina quem é o anormal? A sociedade, e, isto inclui todos, desde os controladores até os controlados, é quem determina quem é o normal e quem é o anormal. A anormalidade reside na forma que cada um tem de perceber o mundo e de reconhecer as discrepâncias estéticas e comportamentais de determinado indivíduo.

Ser anormal é ser diferente, mediante a isto, podemos nos perguntar: “Existem no mundo duas pessoas iguais em todos os aspectos?” A ciência genética, nos diz que podem existir dois indivíduos com características filogenéticas (características comuns da espécie) idênticas, porém, a ciência comportamental nos garante a impossibilidade de dois indivíduos possuírem a mesma história ontogenética (história de aprendizagem ou história de vida), por suas singularidades e por exposições/percepções de estímulos diversos e singulares. Ao encararmos isto como verdadeiro, e levando em consideração que o anormal é aquele que difere dos demais tanto positiva como negativamente ou, em outras palavras, é aquele que é diferente dos demais e, também, levando em consideração que não existe nenhum indivíduo necessariamente e completamente igual ao outro, como devemos enxergar as diferenças? Talvez uma proposta sensata seria a de enxergarmos a diferença como um aspecto necessário da vida.

Conforme o apontado por Marsha Forest & Jack Pearpoint (1997) a questão chave do presente momento da civilização é “Como vivemos uns com os outros”. Neste sentido os autores propõem um enfoque especial a respeito da Inclusão, sendo que esta, para eles, trata justamente de aprender a viver COM o outro. Neste sentido, inclusão significa “estar com”. Com isso, para finalizar, devemos nos centrar na famosa frase de Martin Luther King “Ou aprendemos a viver juntos como irmãos, ou morreremos juntos como idiotas”, pois, pode-se afirmar que a anormalidade não está constituída nas características físicas e comportamentais de cada indivíduo, mas sim, na forma como cada um encara o próximo e age diante disso.


Djalma Freitas

terça-feira, 21 de abril de 2009

O QUE ME TORNA UM SER HUMANO?

Ser humano? O que é ser humano?

Não somos simplesmente um ser biológico, mas também um ser social que se constitui ao longo da História e por meio de um convívio com a espécie. Mas este convívio me torna um ser humano?

Ao reconhecer a minha diferenças nas relações com os meus semelhantes e me sentir no direito de considerar melhor e superior sobre o meu próximo, me torna um ser humano?

Considerar um dominante e procurar explorar por fator econômico ou social, perpetuando a diferença de condições de vida e proibindo a promoção humana, me torna um ser humano?

Ter a religião como parâmetro de julgamento e verdade absoluta não respeitando a opção religiosa do próximo e condenando as pessoas diferentes a minha forma de pensar me torna um ser humano?

Sentir um ser superior e mais evoluído, não respeitando a cultura alheia e prega a intolerância como solução para os problemas que nos afeta, principalmente por meio da violência, me torna um ser humano?

Ser humano? O que é ser humano?

Saber que as diferenças com meu semelhante não me fazem melhor e sim igual ao próximo. Isto me torna um ser humano

Não ser um dominante, nem um explorado, pelas injustiças sócias de nosso sistema e ter o humano com centro de nossas ações. Isto me torna um ser humano.

Considerar que a verdade e apenas uma busca para unir a humanidade em torno de um bem comum. Isto me torna um ser humano.

AMAR ME TORNA UM SER HUMANO.


Jean Camoleze

quinta-feira, 2 de abril de 2009

terça-feira, 31 de março de 2009

AÇÕES SOCIAIS

A educação não consiste somente a um complexo escolar, mas também esta liga ligada a construção do individuo como ser social procurando o tornar um membro da sociedade. Esta interação social ocorre pela capacidade de influência que os homens exerce sobre o comportamento alheio, modificando o complexo social e tornando possível o processo de aprendizagem, desenvolvimento e aperfeiçoamento realizado na humanidade. A educação então não é um termo genérico, ou uma mera instituição, mas também um instrumento no processo integral do caráter humano, nos âmbitos físicos, morais e intelectuais, superando os limite de ser simplesmente um fator para desenvolvimento de habilidades e competências e tornando-se um fator direto da na construção da personalidade do individuo.

Com a responsabilidade social e a consciência da importância da educação na construção de um mundo melhor, o Movimento Coexistir inicia dois novos projetos relacionado com a educação. Sendo:

  • Curso Livre de Inglês: o curso tem como objetivo o auxilio a alunos que estão em cursos pré – vestibulares, buscando condições melhores para a formação educacional e profissional.

  • Educação e Alfabetização de Jovens e Adultos: visando uma nova educação, voltada para um mundo melhor com a valorização do Ser Humano.

Ambos os cursos irão acontecer, aos sábados, no prédio do Grupo ZAMA, localizado na Rua Elias Fausto, nº 27, Vl. Mafalda- Jundiaí – S.P.

COEXISTÊNCIA


Nós aprendemos a não ser neutros em períodos de crises, porque a neutralidade sempre ajuda o agressor, nunca a vítima. Nós aprendemos que o silêncio nunca é uma resposta. Nós aprendemos que o oposto do amor não é o ódio, e sim a indiferença. O que é a memória senão uma resposta a indiferença?”.

ELI WIESEL, ganhado do Prêmio Nobel.


Sei que parece difícil aceitar que seu companheiro de trabalho, de escola ou seu vizinho com cor, crença ou religião diferente da sua, seja seu semelhante. Em um mundo globalizado, onde o consumismo e o ser bem sucedido economicamente e apresentado como objetivo de vida, parece perda de tempo se preocupar com questões como tolerância, respeitando ao outro e a coexistência.
Mas não é assim. A coexistência é um conceito básico que é fácil de ser propagado e precisa ser vivenciado. E daí se a pessoa que convive comigo é negra e pertence ao candomblé? E daí se meu colega é negro, judeu, índio, cigano ou árabe? E daí? Coexistência. Co-existir, viver juntos, existência simultânea e pacífica. Simples, não? Então vamos propagar esse conceito, e quebrar nossos preconceitos, cuja própria palavra já diz: pré – conceito, idéia formalizada sem bases, sem fundamentos, sem conhecimento adequado, ou seja, mera opinião. Poderia mesmo ser chamado de “sem-conceito”, o reinado da ignorância. Não importa se eu chamo Deus aquele que creio ser um ser superior, se você chama de Oxalá, Iave, Tupã, Alá ou Jeová, pois como diria Gilberto Gil: “são sons diferentes para sonhos iguais”. E mais importante que crer é propagar a paz, a tolerância, a não violência e não usar a violência em nome de Deus, seja Ele qual for.
Tire da vida o que ela têm de melhor, pois você não vai sair vivo dela, aproveite o máximo a coexistência. Lembramos Martin Luther King quando disse: “ Ou aprendemos a viver juntos como irmão, ou morreremos juntos como idiotas”


Celso Romancini Junior

segunda-feira, 30 de março de 2009

O DIA DE QUEBRAR PARADIGMAS


"A mente que se abre a uma nova idéia, jamais voltará ao seu tamanho original"

Albert Einstein

No dia 20/12/2008 o Movimento Coexistir partiu para sua segunda ação, entregar em um assentamento do Movimento dos Sem Terra (MST) na cidade de Cajamar uma doação que não consistia em alimentos, roupas ou brinquedos como é comum nesta época do ano.

Algumas semanas anteriores dois integrantes do nosso movimento fez uma visita informal ao referido assentamento, gostaram muito do local e ficaram muito interessados em fazer algo para esse grupo de pessoas, questionando-lhes sobre a maior necessidade do local, a resposta inusitada foi de que precisavam de livros pois existem muitas crianças e adultos que sentem sede de saber mais, completar os estudos e acabar com o tempo ocioso fazendo algo importante para o crescimento humano dos mesmos: APRENDER !

Nossos companheiros acharam o pedido fantástico e mobilizaram todo o Movimento para arrecadação de livros didáticos e de literatura para aquelas pessoas tão simples e ao mesmo tempo tão sábias.

Enfim chegou o dia, quão grande foi a nossa surpresa ao contar as doações que somaram mais de novecentos livros.

Ao chegar no local encontramos pessoas simples, trabalhando, com suor escorrendo no rosto, mãos calejadas e sujas de terra segurando enxada e que nos receberam com muita educação e simpatia.

Ao longo de uma conversa vimos como essas pessoas são sábias, elas lutam por uma causa, conhecem seus direitos, sabem dos seus deveres, fazem tudo dentro da constituição e não ousam infringir qualquer parágrafo que possa prejudicar um morador e quanto menos o grupo inteiro.

Nesse mesmo dia todos nós saímos de lá com pensamentos diferentes visto que sempre aprendemos e vimos na mídia que esse grupo de pessoas são arruaceiros, pessoas vagabundas sem interesse em trabalhar e muito menos conquistar as coisas da forma certinha como nós, nossa família e a sociedade dita politicamente correta porém na verdade a imagem delas são distorcidas e corrompidas pelos meios de comunicação que sempre privilegiam os que tem dinheiro, neste caso, os donos das terras improdutivas e bitolam a grande parte da sociedade.

Ficamos felizes por ver pessoalmente que essas pessoas na verdade são bem diferentes dessa imagem que somos acostumados a ver pois vagabundo não tem causa, não tem ideal e muito menos se preocupam em estudar. Pessoas como o Zé Carlos e o Fidel nos ensinaram que o conhecimento ultrapassa a escolaridade e que nós temos muito ainda o que aprender.


Denise E. Caum

domingo, 29 de março de 2009

PALESTINA E JUDEUS


Para a compreensão sobre os conflitos entra os palestinos e os judeus devem fazer uma análise sobre formação territorial, os costumes e as religiões destes povos. A formação territorial durante o decorrer dos anos passou por diversas transformações, porem nos últimos séculos a influência inglesa foi determinante para a construção do território atual. As disputas européias pela expansão territorial e a conquista de novos mercados ira ter ação direta neste fator do território conhecido como Oriente Médio. Outro aspecto a ser analisada nesta formação esta o crescente anti–semitismo europeu durante o fim do século XIX e inicio do século XX, pois “Foi em contraposição ao anti-semitismo europeu, portanto que a idéia de construção do Estado Judeu ganhou força” e se torna a uma argumentação para a criação de um novo Estado.

As questões relacionadas com os fatores de costume e religião estão estreitamente interligadas. Esta região tem forte influência do Cristianismo, Islamismo e do Judaísmo.

Os árabes em uma grande parte mulçumanos, aqueles que seguem a religião do islã, fundada por Maomé, irão alcançar um grande território em busca da expansão do islã, com isso muito povos adotaram a língua, a cultura e os valores árabes. O judaísmo também será fundamental na formação cultural e religiosa nesta região. As primeiras religiões monoteístas, os judeus viveram sobre o domínio de vários povos, tendo o seu templo destruído por duas vezes, uma pelo neobabilônicos e pelo Império Romano, com isto o povo judeu se dissimou pelo mundo, estando em várias áreas de atuação no mundo. O cristianismo que surgiu no primeiro século depois de Cristo, tem pouco influência neste território, ainda que seja onde esta a Terra Santa para os Cristãos.

O aumento do anti-semitismo depois da segunda guerra mundial e os interesses econômicos da Europa nesta região será fundamental para a formação do Estado de Israel na Palestina. Porém os judeus passam a ser visto como os novos colonizadores, então o inicio pacifico desta formação ira passar por grandes perturbações gerando diversos conflitos e disputas etnológicas.

Ao decorrer dos anos, os fatos da empresas petrolíferas se tornam fundamental nesta disputa econômica e etnológica, fatores este que chama a atenção do mundo para a realidade local e começa a gerar disputas e ataques terroristas. Estes fatos começam a gerar uma intervenção norte americana, com interesses próprios sobre a região.

Com este fatos analiso que a formação e os conflitos desta região esta ligada com interesses econômicos mundial, pois sobre o fato de intervenção de diversos países, no decorrer do anos neste território demonstra a proporção e um breve explicação das origens deste conflitos na chamada “Terra prometida”.

Jean M. Camoleze

O PRÉ - CONCEITO

A polêmica em relação ao racismo é um fator complexo, isto é, no momento em que inserimos a discussão sobre o preconceito na sociedade não obtemos diretamente, nem indiretamente, resultados unânimes.

As características do debate racial, no Brasil,se atrela a unificação da questão cultural e de inclusão social, formando deste modo um pré-conceito pragmático das relações etnocêntricas. Desta forma desenvolve o termo da “democracia racial” construído sobre formas abstratas, sem uma especificação do gênero, tornando-se uma fonte ideológica de articulação social.

Com isso o racismo e a termologia da palavra raça começou a ser utilizada em termo vulgar e embasado sobre o senso comum. Forma essa que se modifica no Brasil com o relacionamento da ciências e da antropologia com as questões raciais, surgindo neste momento uma quebra de paradigmas em diversas setores de humanas , naturais e exatas.

Em relação ao Brasil, os fatores de hegemonia racial são campos amplos e complexos debates ao longo da História. As tentativas de branqueamento; levanto em consideração que instituir uma hegemonia seria uma questão de melhoria, demonstra a política racial brasileira no inicio do século e comprova as amplas dimensões do assunto abordado, interferindo diretamente na construção de uma identidade nacional.

Com todas esta discussões, debates e construções ideológicas traz uma preocupação em relação ao desmoronamento humano, ou seja, as construções de uma idéia distintas sobre o homem, desvalorizando seus valores éticos e morais, aumentando o poder da falsa supremacia racial e surgindo uma desconsiderarão do valor da vida.

Jean M. Camoleze

UMA FORMA DE SE PENSAR


Após milhares de anos, defronte a uma contenda incansavelmente travada com o ambiente interno e externo, o homem aparece mergulhado e completamente submerso num mundo onde todos estão juntos num mesmo plano, numa mesma circunferência. Todos, em todos os momentos, se comportam, seja em sua particularidade ou não, o que implica no fato de que cada um está sempre emitindo varias ações de diversas formas e magnitudes. Quando o homem “aceitou”, há milhares de anos, no caminho árduo travado com a seleção natural, ser um organismo social, passou a ter que se preocupar com o que seus comportamentos produzem no outro e passou, desta forma, a ser afetado continuamente pelas ações dos que estão a sua volta.

Diante disso e de tal provável verdade, torna-se totalmente importante que todos estejamos sempre em cada momento, buscando pensar no próximo como uma parte nossa, até por que é isto que ele é, isto é um principio interessante. O homem é um ser sociável e depende da civilização, ou se aprende a viver em harmonia um com o outro ou, sem delongas, desaparecerá. Neste sentido e partir do que Skinner (1971) propôs ao dizer “[..] o homem, como conhecemos, melhor ou pior, é o que o homem fez de si mesmo", vale a ressalva da importância e da responsabilidade que todos temos ao nos comportar e com isso a criarmos o nosso ambiente e desta maneira, e por conseguinte, contribuirmos satisfatória ou insatisfatoriamente para o ambiente do próximo.

Para concluir, talvez, uma verdadeira responsabilidade ao qual devemos, por definição, nos atentarmos, seria repensar constantemente nossas atitudes e trabalhar com empenho para que nossos comportamentos possam valorizar o próximo e, assim, possam produzir um ambiente satisfatório para nós e conseqüentemente, para o outro. Talvez está seja uma boa forma de se pensar para que haja, algum dia, uma bela e ilustre coexistência.

Djalma F Freitas