terça-feira, 21 de abril de 2009
O QUE ME TORNA UM SER HUMANO?
Ser humano? O que é ser humano?
Não somos simplesmente um ser biológico, mas também um ser social que se constitui ao longo da História e por meio de um convívio com a espécie. Mas este convívio me torna um ser humano?
Ao reconhecer a minha diferenças nas relações com os meus semelhantes e me sentir no direito de considerar melhor e superior sobre o meu próximo, me torna um ser humano?
Considerar um dominante e procurar explorar por fator econômico ou social, perpetuando a diferença de condições de vida e proibindo a promoção humana, me torna um ser humano?
Ter a religião como parâmetro de julgamento e verdade absoluta não respeitando a opção religiosa do próximo e condenando as pessoas diferentes a minha forma de pensar me torna um ser humano?
Sentir um ser superior e mais evoluído, não respeitando a cultura alheia e prega a intolerância como solução para os problemas que nos afeta, principalmente por meio da violência, me torna um ser humano?
Ser humano? O que é ser humano?
Saber que as diferenças com meu semelhante não me fazem melhor e sim igual ao próximo. Isto me torna um ser humano
Não ser um dominante, nem um explorado, pelas injustiças sócias de nosso sistema e ter o humano com centro de nossas ações. Isto me torna um ser humano.
Considerar que a verdade e apenas uma busca para unir a humanidade em torno de um bem comum. Isto me torna um ser humano.
AMAR ME TORNA UM SER HUMANO.
Jean Camoleze
quinta-feira, 2 de abril de 2009
terça-feira, 31 de março de 2009
AÇÕES SOCIAIS
A educação não consiste somente a um complexo escolar, mas também esta liga ligada a construção do individuo como ser social procurando o tornar um membro da sociedade. Esta interação social ocorre pela capacidade de influência que os homens exerce sobre o comportamento alheio, modificando o complexo social e tornando possível o processo de aprendizagem, desenvolvimento e aperfeiçoamento realizado na humanidade. A educação então não é um termo genérico, ou uma mera instituição, mas também um instrumento no processo integral do caráter humano, nos âmbitos físicos, morais e intelectuais, superando os limite de ser simplesmente um fator para desenvolvimento de habilidades e competências e tornando-se um fator direto da na construção da personalidade do individuo.
Com a responsabilidade social e a consciência da importância da educação na construção de um mundo melhor, o Movimento Coexistir inicia dois novos projetos relacionado com a educação. Sendo:
- Curso Livre de Inglês: o curso tem como objetivo o auxilio a alunos que estão em cursos pré – vestibulares, buscando condições melhores para a formação educacional e profissional.
- Educação e Alfabetização de Jovens e Adultos: visando uma nova educação, voltada para um mundo melhor com a valorização do Ser Humano.
Ambos os cursos irão acontecer, aos sábados, no prédio do Grupo ZAMA, localizado na Rua Elias Fausto, nº 27, Vl. Mafalda- Jundiaí – S.P.
COEXISTÊNCIA

“Nós aprendemos a não ser neutros em períodos de crises, porque a neutralidade sempre ajuda o agressor, nunca a vítima. Nós aprendemos que o silêncio nunca é uma resposta. Nós aprendemos que o oposto do amor não é o ódio, e sim a indiferença. O que é a memória senão uma resposta a indiferença?”.
ELI WIESEL, ganhado do Prêmio Nobel.
Sei que parece difícil aceitar que seu companheiro de trabalho, de escola ou seu vizinho com cor, crença ou religião diferente da sua, seja seu semelhante. Em um mundo globalizado, onde o consumismo e o ser bem sucedido economicamente e apresentado como objetivo de vida, parece perda de tempo se preocupar com questões como tolerância, respeitando ao outro e a coexistência.
Mas não é assim. A coexistência é um conceito básico que é fácil de ser propagado e precisa ser vivenciado. E daí se a pessoa que convive comigo é negra e pertence ao candomblé? E daí se meu colega é negro, judeu, índio, cigano ou árabe? E daí? Coexistência. Co-existir, viver juntos, existência simultânea e pacífica. Simples, não? Então vamos propagar esse conceito, e quebrar nossos preconceitos, cuja própria palavra já diz: pré – conceito, idéia formalizada sem bases, sem fundamentos, sem conhecimento adequado, ou seja, mera opinião. Poderia mesmo ser chamado de “sem-conceito”, o reinado da ignorância. Não importa se eu chamo Deus aquele que creio ser um ser superior, se você chama de Oxalá, Iave, Tupã, Alá ou Jeová, pois como diria Gilberto Gil: “são sons diferentes para sonhos iguais”. E mais importante que crer é propagar a paz, a tolerância, a não violência e não usar a violência em nome de Deus, seja Ele qual for.
Tire da vida o que ela têm de melhor, pois você não vai sair vivo dela, aproveite o máximo a coexistência. Lembramos Martin Luther King quando disse: “ Ou aprendemos a viver juntos como irmão, ou morreremos juntos como idiotas”
segunda-feira, 30 de março de 2009
O DIA DE QUEBRAR PARADIGMAS

"A mente que se abre a uma nova idéia, jamais voltará ao seu tamanho original"
Albert Einstein
No dia 20/12/2008 o Movimento Coexistir partiu para sua segunda ação, entregar em um assentamento do Movimento dos Sem Terra (MST) na cidade de Cajamar uma doação que não consistia em alimentos, roupas ou brinquedos como é comum nesta época do ano.
Algumas semanas anteriores dois integrantes do nosso movimento fez uma visita informal ao referido assentamento, gostaram muito do local e ficaram muito interessados em fazer algo para esse grupo de pessoas, questionando-lhes sobre a maior necessidade do local, a resposta inusitada foi de que precisavam de livros pois existem muitas crianças e adultos que sentem sede de saber mais, completar os estudos e acabar com o tempo ocioso fazendo algo importante para o crescimento humano dos mesmos: APRENDER !
Nossos companheiros acharam o pedido fantástico e mobilizaram todo o Movimento para arrecadação de livros didáticos e de literatura para aquelas pessoas tão simples e ao mesmo tempo tão sábias.
Enfim chegou o dia, quão grande foi a nossa surpresa ao contar as doações que somaram mais de novecentos livros.
Ao chegar no local encontramos pessoas simples, trabalhando, com suor escorrendo no rosto, mãos calejadas e sujas de terra segurando enxada e que nos receberam com muita educação e simpatia.
Ao longo de uma conversa vimos como essas pessoas são sábias, elas lutam por uma causa, conhecem seus direitos, sabem dos seus deveres, fazem tudo dentro da constituição e não ousam infringir qualquer parágrafo que possa prejudicar um morador e quanto menos o grupo inteiro.
Nesse mesmo dia todos nós saímos de lá com pensamentos diferentes visto que sempre aprendemos e vimos na mídia que esse grupo de pessoas são arruaceiros, pessoas vagabundas sem interesse em trabalhar e muito menos conquistar as coisas da forma certinha como nós, nossa família e a sociedade dita politicamente correta porém na verdade a imagem delas são distorcidas e corrompidas pelos meios de comunicação que sempre privilegiam os que tem dinheiro, neste caso, os donos das terras improdutivas e bitolam a grande parte da sociedade.
Ficamos felizes por ver pessoalmente que essas pessoas na verdade são bem diferentes dessa imagem que somos acostumados a ver pois vagabundo não tem causa, não tem ideal e muito menos se preocupam em estudar. Pessoas como o Zé Carlos e o Fidel nos ensinaram que o conhecimento ultrapassa a escolaridade e que nós temos muito ainda o que aprender.
Denise E. Caum
domingo, 29 de março de 2009
PALESTINA E JUDEUS

Para a compreensão sobre os conflitos entra os palestinos e os judeus devem fazer uma análise sobre formação territorial, os costumes e as religiões destes povos. A formação territorial durante o decorrer dos anos passou por diversas transformações, porem nos últimos séculos a influência inglesa foi determinante para a construção do território atual. As disputas européias pela expansão territorial e a conquista de novos mercados ira ter ação direta neste fator do território conhecido como Oriente Médio. Outro aspecto a ser analisada nesta formação esta o crescente anti–semitismo europeu durante o fim do século XIX e inicio do século XX, pois “Foi em contraposição ao anti-semitismo europeu, portanto que a idéia de construção do Estado Judeu ganhou força” e se torna a uma argumentação para a criação de um novo Estado.
As questões relacionadas com os fatores de costume e religião estão estreitamente interligadas. Esta região tem forte influência do Cristianismo, Islamismo e do Judaísmo.
Os árabes em uma grande parte mulçumanos, aqueles que seguem a religião do islã, fundada por Maomé, irão alcançar um grande território em busca da expansão do islã, com isso muito povos adotaram a língua, a cultura e os valores árabes. O judaísmo também será fundamental na formação cultural e religiosa nesta região. As primeiras religiões monoteístas, os judeus viveram sobre o domínio de vários povos, tendo o seu templo destruído por duas vezes, uma pelo neobabilônicos e pelo Império Romano, com isto o povo judeu se dissimou pelo mundo, estando em várias áreas de atuação no mundo. O cristianismo que surgiu no primeiro século depois de Cristo, tem pouco influência neste território, ainda que seja onde esta a Terra Santa para os Cristãos.
O aumento do anti-semitismo depois da segunda guerra mundial e os interesses econômicos da Europa nesta região será fundamental para a formação do Estado de Israel na Palestina. Porém os judeus passam a ser visto como os novos colonizadores, então o inicio pacifico desta formação ira passar por grandes perturbações gerando diversos conflitos e disputas etnológicas.
Ao decorrer dos anos, os fatos da empresas petrolíferas se tornam fundamental nesta disputa econômica e etnológica, fatores este que chama a atenção do mundo para a realidade local e começa a gerar disputas e ataques terroristas. Estes fatos começam a gerar uma intervenção norte americana, com interesses próprios sobre a região.
Com este fatos analiso que a formação e os conflitos desta região esta ligada com interesses econômicos mundial, pois sobre o fato de intervenção de diversos países, no decorrer do anos neste território demonstra a proporção e um breve explicação das origens deste conflitos na chamada “Terra prometida”.
Jean M. Camoleze